Os animais e humanos apresentam um amplo número de microrganismos que habitam seu organismo, em um relação sapróbia (sem provocar danos à saúde). Essas bactérias e fungos podem ser encontradas na pele integra sem estar provocando doenças.
Bactérias como Staphylococcus (alguns gêneros) , Micrococcus sp, Bacillus spp, Escherichia coli, Proteus , e fungos como Aspergillus, Penicillium, Malassezia, Mucor, Rhizopus, entre outros, podem ser encontradas em cultivos de amostras de pele e pelos sem necessariamente estarem causando lesões nos animais. A importância destes microrganismos acontece quando há um desequilíbrio na função da pele como uma barreira e esses passam a infectar os animais ou ainda causar reações alérgicas.
Pacientes que foram tratados mais de uma vez contra um tipo de infecção e não estão respondendo mais ao uso de um tipo específico de medicamento devem sempre ser testados com os exames de cultivo. Essa conduta faz parte da rotina do atendimento especializado na Dermatologia Veterinária.
O exame de cultivo de bactérias ou fungos é de grande importância para definição de tratamentos quando há uma alteração dermatológica nos cães e gatos. Os materiais coletados são crostas, secreções, pelos e raspados da pele que devem ser enviados em poucas horas após sua coleta para análise laboratorial. Os cultivos de bactérias demoram no mínimo 3 dias para que se possam identificar que microrganismo está presente nas amostras, e o cultivo fúngico pode levar até 21 dias para que se conclua se houve crescimento e que tipo de fungo foi identificado.
São exames primordiais em casos de pacientes que estão passando por problemas crônicos como infecções de pele e ouvidos. O antibiograma é essencial para definir no cultivo a quais antibióticos esse microrganismo é suscetível. Com o exame concluído o veterinário pode definir que antibiótico pode ser o mais adequado para o tratamento. Em alguns casos há o crescimento de microrganismos não relevantes para o caso clínico do paciente, assim uma interpretação profissional do resultado do exame é essencial. Na rotina da clínica dermatológica muitas vezes os tutores costumam se preocupar com resultados principalmente de cultivos fúngicos que na maioria das vezes apresentaram espécies sapróbias (ou sejam que são presentes na superfície corporal do animal sem causar lesões ou doenças)
Consulte sempre um médico veterinário.
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Aqui você vai encontrar informações sobre saúde e bem estar do seu melhor amigo. Toda Semana novas dicas e notícias sobre cães e gatos postados pela veterinária da Pet da Plínio Dra Paula Becker.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Cultivo de fungos e bactérias: para que servem estes exames?
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segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Alergias e o uso de Corticoides
Animais alérgicos podem receber várias classes de medicamentos para o controle da coceira e lesões.
Quando a alergia é sabidamente desencadeada por microrganismos como leveduras e bactérias, muitas vezes o uso de antibióticos orais e produtos tópicos como xampus antissépticos reduzem muito a coceira.
Em casos em que as causas de prurido (coceira) são mais variadas (inalação ou contato com mofos, ácaros do ambiente ou mesmo ressecamento excessivo da pele, entre outras) muitas vezes se torna necessário o uso de medicações tópicas a base de corticoides e oral , sejam, o uso de anti-histamínicos ou corticoides.
Os corticoides são medicamentos que se assemelham ao efeito do hormônio cortisol no organismo. Seu efeito é imunosupressor, reduz a migração de células inflamatórias aos pontos onde está acontecendo a reação alérgica, reduzindo a inflamação e a coceira. Porém por ter efeitos similares no organismo ao do hormônio cortisol pode predispor ao acúmulo de líquidos, aumento da glicemia, atrofia da pele (deixando a pele mais seca, fina e com menos pelos) e até mesmo quando utilizado sem critérios e acompanhamento veterinário levar a doenças endócrinas graves como o hiperadrenocorticismo e diabetes, além de predispor o animal a infecções.
Se o animal alérgico apresenta um prurido muito intenso o uso da corticoterapia pode ser necessário, porém o médico veterinário é o único que poderá determinar qual será a conduta, doses e tempo de tratamento. Exames periódicos são indispensáveis ao animal que recebe a prescrição por períodos prolongados para que se avalie a saúde geral e que se possa identificar se a medicação não está provocando danos ao metabolismo do paciente.
Jamais administre corticoides sem prescrição, pois sem o acompanhamento veterinário mesmo que por uso tópico como o uso de cremes, sprays e até mesmo colírios pode acontecer absorção percutânea e os efeitos da medicação serem os mesmos quando recebida por via oral.
Vale lembrar que já existem opções de medicações que vão além do uso de corticoterapia principalmente para cães com dermatite atópica, melhorando muito a qualidade de vida dos animais.
Consulte sempre um médico veterinário
Quando a alergia é sabidamente desencadeada por microrganismos como leveduras e bactérias, muitas vezes o uso de antibióticos orais e produtos tópicos como xampus antissépticos reduzem muito a coceira.
Em casos em que as causas de prurido (coceira) são mais variadas (inalação ou contato com mofos, ácaros do ambiente ou mesmo ressecamento excessivo da pele, entre outras) muitas vezes se torna necessário o uso de medicações tópicas a base de corticoides e oral , sejam, o uso de anti-histamínicos ou corticoides.
Os corticoides são medicamentos que se assemelham ao efeito do hormônio cortisol no organismo. Seu efeito é imunosupressor, reduz a migração de células inflamatórias aos pontos onde está acontecendo a reação alérgica, reduzindo a inflamação e a coceira. Porém por ter efeitos similares no organismo ao do hormônio cortisol pode predispor ao acúmulo de líquidos, aumento da glicemia, atrofia da pele (deixando a pele mais seca, fina e com menos pelos) e até mesmo quando utilizado sem critérios e acompanhamento veterinário levar a doenças endócrinas graves como o hiperadrenocorticismo e diabetes, além de predispor o animal a infecções.
Se o animal alérgico apresenta um prurido muito intenso o uso da corticoterapia pode ser necessário, porém o médico veterinário é o único que poderá determinar qual será a conduta, doses e tempo de tratamento. Exames periódicos são indispensáveis ao animal que recebe a prescrição por períodos prolongados para que se avalie a saúde geral e que se possa identificar se a medicação não está provocando danos ao metabolismo do paciente.
Jamais administre corticoides sem prescrição, pois sem o acompanhamento veterinário mesmo que por uso tópico como o uso de cremes, sprays e até mesmo colírios pode acontecer absorção percutânea e os efeitos da medicação serem os mesmos quando recebida por via oral.
Vale lembrar que já existem opções de medicações que vão além do uso de corticoterapia principalmente para cães com dermatite atópica, melhorando muito a qualidade de vida dos animais.
Consulte sempre um médico veterinário
quinta-feira, 11 de junho de 2015
Como eliminar as pulgas?
Para que possamos começar a pensar sobre como podemos acabar com as infestações por pulgas é necessário que se compreenda que apenas 5 % das pulgas que estão presentes em um ambiente poderão estar presentes nos animais. O que quer dizer que para cada 5 pulgas que você encontra no seu cão ou gato existem mais 95 no ambiente.
O ciclo de vida das pulgas se resume em 4 fases: ovo, larva, pupa e adultos. A pulga adulta se reproduz e dispersa seus ovos no ambiente. Destes ovos saem as formas larvais da pulga, que irão se alimentar da poeira presente no local. Em seguida essas larvas passam por uma transformação se tornando Pupas (espécie de casulo) que após alguns dias se romperá e dará origem a uma pulga adulta.
Sempre que se desejar eliminar as pulgas do ambiente devem se exterminar todas as fases de desenvolvimento. Usar um produto no animal irá eliminar apenas as pulgas adultas. Para que se rompa o ciclo da infestação o ambiente deve ser tratado semanalmente. As formas de ovo e pupa são mais dificilmente exterminadas. O uso de inseticidas nos ambientes ou uso de vassoura de fogo (uso de chamas com um maçarico) será de grande validade para o extermínio destes estágios de desenvolvimento. O controle das infestações pode levar alguns meses se o número de pulgas for muito grande.
Atualmente para controle das pulgas nos animais pode se utilizar coleiras, produtos tópicos e os modernos comprimidos anti-parasitários (que agem de dentro do organismo para fora e não são eliminados pelos banhos)
Vale sempre destacar que o parasitismo por pulgas é a principal causa de coceira e alergia em cães e gatos.
Informe-se com um médico veterinário e tire as suas dúvidas.
O ciclo de vida das pulgas se resume em 4 fases: ovo, larva, pupa e adultos. A pulga adulta se reproduz e dispersa seus ovos no ambiente. Destes ovos saem as formas larvais da pulga, que irão se alimentar da poeira presente no local. Em seguida essas larvas passam por uma transformação se tornando Pupas (espécie de casulo) que após alguns dias se romperá e dará origem a uma pulga adulta.
Sempre que se desejar eliminar as pulgas do ambiente devem se exterminar todas as fases de desenvolvimento. Usar um produto no animal irá eliminar apenas as pulgas adultas. Para que se rompa o ciclo da infestação o ambiente deve ser tratado semanalmente. As formas de ovo e pupa são mais dificilmente exterminadas. O uso de inseticidas nos ambientes ou uso de vassoura de fogo (uso de chamas com um maçarico) será de grande validade para o extermínio destes estágios de desenvolvimento. O controle das infestações pode levar alguns meses se o número de pulgas for muito grande.
Atualmente para controle das pulgas nos animais pode se utilizar coleiras, produtos tópicos e os modernos comprimidos anti-parasitários (que agem de dentro do organismo para fora e não são eliminados pelos banhos)
Vale sempre destacar que o parasitismo por pulgas é a principal causa de coceira e alergia em cães e gatos.
Informe-se com um médico veterinário e tire as suas dúvidas.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Como descobrir o que causa as alergias nos cães? Teste Alérgico
As alergias podem ter diversos fatores causais nos animais. Os cães tem como principais agentes desencadeadores de alergias as picadas de ectoparasitos (pulgas, carrapatos) e alimentos. Animais com dermatite atópica também tendem a ter alergias devido a desencadeantes presentes no ambiente como ácaros, mofos, e também a bactérias e leveduras que habitam a sua própria pele.
Para que se possa descobrir o que está fazendo um animal apresentar os sintomas de alergia (coceira, vermelhidão na pele) é necessária uma avaliação bastante minuciosa do paciente pelo veterinário. Os sintomas e a época em que a alergia ocorre podem indicar sua causa. Usando produtos antiparasitários (contra as pulgas e carrapato) por um período longo e o animal não apresentando mais a alergia permite que se conclua que a causa é a picada dos pulgas e carrapatos.
A alimentação também deve ser testada no caso de cães nos quais já se excluiu que a alergia é provocada por parasitas. O uso de ração hipoalergênica deve ser feito por no mínimo 60 dias.
Quando excluídos os parasitas e alimentos, o animal alérgico precisa ser avaliado. Alguns animais se coçam quando há crescimento de bactérias e leveduras na pele. Quadro que deve ser avaliado quanto ao uso de antibióticos e produtos de efeito antisséptico na pele (shampoo, loções, cremes). Se mesmo com estes tratamentos não ocorre a remissão da coceira, é muito provável que o animal seja alérgico a fatores do ambiente como os ácaros e fungos ambientais - estes possuem em sua estrutura proteínas que no cão alérgico não são reconhecidas como inofensivas e desencadeiam as reações imunológicas de inflamação e prurido.
Os ácaros e fungos estão presentes em todos ambientes e a exposição aos mesmos não pode ser evitada, diferente dos fatores anteriormente comentados (parasitos, agentes infecciosos). Assim pacientes que são sensíveis a estes costumam ter sintomas alérgicos de forma contínua e crônica.
Para descobrir qual dos ácaros ou mofos estão provocando as alergias testes alérgicos podem ser realizados. O teste alérgico intradérmico é o mais confiável para uso em animais. É realizado com a injeção de extratos de ácaros e fungos no espaço intradérmico (dentro da pele) e após se verifica para quais extratos o animal desenvolveu uma reação alérgica. Este teste não permite que se teste alimentos, bactérias ou leveduras, ou ectoparasitos e só deve ser utilizado em cães previamente já avaliados quanto a estes fatores. É o ultimo passo para o diagnóstico.
O objetivo de realizar o teste não se foca apenas em descobrir o que está provocando a alergia, mas sim em desenvolver uma vacina que possa fazer com que o animal se dessensibilize frente aos alérgenos reduzindo os sintomas da alergia. Ou seja, é um dos passos para que se possa dar seguimento no tratamento com a imunoterapia (vacinas). Sendo assim o teste pode não ser interessante para proprietários de animais que não desejam realizar o segmento do acompanhamento com as vacinas - tratamento de uso contínuo, normalmente realizado de forma mensal até o final da vida do paciente. No caso da opção pela não realização das vacinas ocorre a necessidade da continuidade do uso de medicamentos para controle da alergia.
Na dúvida sobre o que provoca alergias no seu melhor amigo procure sempre um médico veterinário.
Paula Becker - Médica Veterinária
CRMV-RS 9909
Responsável Técnica Pet da Plínio
Para que se possa descobrir o que está fazendo um animal apresentar os sintomas de alergia (coceira, vermelhidão na pele) é necessária uma avaliação bastante minuciosa do paciente pelo veterinário. Os sintomas e a época em que a alergia ocorre podem indicar sua causa. Usando produtos antiparasitários (contra as pulgas e carrapato) por um período longo e o animal não apresentando mais a alergia permite que se conclua que a causa é a picada dos pulgas e carrapatos.
A alimentação também deve ser testada no caso de cães nos quais já se excluiu que a alergia é provocada por parasitas. O uso de ração hipoalergênica deve ser feito por no mínimo 60 dias.
Quando excluídos os parasitas e alimentos, o animal alérgico precisa ser avaliado. Alguns animais se coçam quando há crescimento de bactérias e leveduras na pele. Quadro que deve ser avaliado quanto ao uso de antibióticos e produtos de efeito antisséptico na pele (shampoo, loções, cremes). Se mesmo com estes tratamentos não ocorre a remissão da coceira, é muito provável que o animal seja alérgico a fatores do ambiente como os ácaros e fungos ambientais - estes possuem em sua estrutura proteínas que no cão alérgico não são reconhecidas como inofensivas e desencadeiam as reações imunológicas de inflamação e prurido.
Os ácaros e fungos estão presentes em todos ambientes e a exposição aos mesmos não pode ser evitada, diferente dos fatores anteriormente comentados (parasitos, agentes infecciosos). Assim pacientes que são sensíveis a estes costumam ter sintomas alérgicos de forma contínua e crônica.
Para descobrir qual dos ácaros ou mofos estão provocando as alergias testes alérgicos podem ser realizados. O teste alérgico intradérmico é o mais confiável para uso em animais. É realizado com a injeção de extratos de ácaros e fungos no espaço intradérmico (dentro da pele) e após se verifica para quais extratos o animal desenvolveu uma reação alérgica. Este teste não permite que se teste alimentos, bactérias ou leveduras, ou ectoparasitos e só deve ser utilizado em cães previamente já avaliados quanto a estes fatores. É o ultimo passo para o diagnóstico.
O objetivo de realizar o teste não se foca apenas em descobrir o que está provocando a alergia, mas sim em desenvolver uma vacina que possa fazer com que o animal se dessensibilize frente aos alérgenos reduzindo os sintomas da alergia. Ou seja, é um dos passos para que se possa dar seguimento no tratamento com a imunoterapia (vacinas). Sendo assim o teste pode não ser interessante para proprietários de animais que não desejam realizar o segmento do acompanhamento com as vacinas - tratamento de uso contínuo, normalmente realizado de forma mensal até o final da vida do paciente. No caso da opção pela não realização das vacinas ocorre a necessidade da continuidade do uso de medicamentos para controle da alergia.
Na dúvida sobre o que provoca alergias no seu melhor amigo procure sempre um médico veterinário.
Paula Becker - Médica Veterinária
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quarta-feira, 25 de junho de 2014
Shampoo para Cães e Gatos - como escolher
Existem disponíveis no mercado inúmeras marcas e fórmulas de shampoo para animais. Podemos dividi-los em fórmulas de uso frequente e de uso terapêutico.
Animais normais podem receber banhos de acordo com a sua necessidade ( de 1 vez na semana até banhos mensais) com o uso de shampoo de fórmulas de uso frequente - que contêm em sua composição uma base detergente (compostos que removem a sujidade e gordura) e em boas marcas podem ser acrescidos de produtos que tem efeito protetor do pelo, como os silicones por exemplo, e até mesmo substâncias emolientes, hidratantes ou restauradoras, por exemplo aminoácidos, derivados de proteínas, uréia, extratos vegetais, entre outros.
Peles ressecadas não podem receber produtos com poder desengordurante muito concentradas pois neste caso haverá uma remoção excessiva da gordura presente na pele e mais ressecamento levando a ocasionar coceira e descamação, além de remover a barreira natural contra bactérias e fungos. Já peles oleosas precisarão de substâncias desengordurantes mais ativas, para que quando se remova a gordura ocorra uma aproximação maior da condição normal da pele. Porém devido a grande gama de substâncias lipolíticas uma escolha inadequada pode remover demais ou de forma insuficiente o sebo, agravando as doenças de pele.
Uma vez que o animal apresenta alterações cutâneas e de pelagem apenas o médico veterinário pode indicar que shampoo trará maiores benefícios para a saúde da pele. Muitas vezes problemas são causados pela escolha errada.
Confie em quem é capacitado na saúde animal. Consulte sempre um médico veterinário de sua confiança!
Animais normais podem receber banhos de acordo com a sua necessidade ( de 1 vez na semana até banhos mensais) com o uso de shampoo de fórmulas de uso frequente - que contêm em sua composição uma base detergente (compostos que removem a sujidade e gordura) e em boas marcas podem ser acrescidos de produtos que tem efeito protetor do pelo, como os silicones por exemplo, e até mesmo substâncias emolientes, hidratantes ou restauradoras, por exemplo aminoácidos, derivados de proteínas, uréia, extratos vegetais, entre outros.
Peles ressecadas não podem receber produtos com poder desengordurante muito concentradas pois neste caso haverá uma remoção excessiva da gordura presente na pele e mais ressecamento levando a ocasionar coceira e descamação, além de remover a barreira natural contra bactérias e fungos. Já peles oleosas precisarão de substâncias desengordurantes mais ativas, para que quando se remova a gordura ocorra uma aproximação maior da condição normal da pele. Porém devido a grande gama de substâncias lipolíticas uma escolha inadequada pode remover demais ou de forma insuficiente o sebo, agravando as doenças de pele.
Uma vez que o animal apresenta alterações cutâneas e de pelagem apenas o médico veterinário pode indicar que shampoo trará maiores benefícios para a saúde da pele. Muitas vezes problemas são causados pela escolha errada.
Confie em quem é capacitado na saúde animal. Consulte sempre um médico veterinário de sua confiança!
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Infecções de Repetição na Pele
As piodermites são caracterizadas por lesões como pústulas ou crostas amareladas na pele. Em muitos casos ocorre a perda dos pelos e também coceira nestes locais. Quando os pacientes são avaliados por meio de exames como a citologia e cultivo laboratorial podem ser encontradas bactérias. O esperado, após a identificação da causa das lesões como infecção bacteriana, é que com o tratamento com antibióticos adequados ocorra o desaparecimento das lesões e o retorno a condição normal da pele.
Alguns pacientes podem ter crises que ocorrem em sequencia, mesmo após tratamentos longos com xampús adequados e antimicrobianos. Nestes casos devem ser avaliados a condição de saúde geral do animal, pois algumas patologias podem estar reduzindo a imunidade e fazendo com que o cão esteja mais suscetível aos microorganismos que provocam doenças. São doenças que podem reduzir a imunidade as alterações hormonais, diabetes, doenças de fígado, virais, entre outras. Cães idosos também podem se tornar mais acometidos por infecções.
Quando descartadas as doenças sistêmicas podemos considerar causas ligadas a conformação e imunidade cutânea como as seborréias e a dermatite atópica, ambas doenças de origem genética, nas quais o desenvolvimento epidérmico ocorre de forma anormal. Nestes casos muitos pacientes precisam receber frequentemente antibióticos para evitar que suas peles sejam colonizadas por bactérias patogênicas. Alguns podem ter episódios esporádicos de piodermites (infecções) que podem ser tratados com ciclos de medicação oral ou injetável até que se obtenha a cura. Quando as infecções se tornam muito frequentes podem ser necessários o uso de antibioticoterapia de pulso, tratamento no qual o animal passa a receber antimicrobianos por alguns dias durante o mês.
Recentemente foi desenvolvida uma vacina que pode auxiliar na manutenção da imunidade frente a principal bactéria causadora de infecções de pele (Staphylococcus).
Em casos de piodermites, o tratamento com uso de antissépticos em xampus nos banhos semanais ou de acordo com a prescrição veterinária podem ajudar no tratamento e prevenção das crises.
Consulte sempre um veterinário de sua confiança. Ele é o único profissional qualificado para tratar do seu amigo de quatro patas!
Alguns pacientes podem ter crises que ocorrem em sequencia, mesmo após tratamentos longos com xampús adequados e antimicrobianos. Nestes casos devem ser avaliados a condição de saúde geral do animal, pois algumas patologias podem estar reduzindo a imunidade e fazendo com que o cão esteja mais suscetível aos microorganismos que provocam doenças. São doenças que podem reduzir a imunidade as alterações hormonais, diabetes, doenças de fígado, virais, entre outras. Cães idosos também podem se tornar mais acometidos por infecções.
Quando descartadas as doenças sistêmicas podemos considerar causas ligadas a conformação e imunidade cutânea como as seborréias e a dermatite atópica, ambas doenças de origem genética, nas quais o desenvolvimento epidérmico ocorre de forma anormal. Nestes casos muitos pacientes precisam receber frequentemente antibióticos para evitar que suas peles sejam colonizadas por bactérias patogênicas. Alguns podem ter episódios esporádicos de piodermites (infecções) que podem ser tratados com ciclos de medicação oral ou injetável até que se obtenha a cura. Quando as infecções se tornam muito frequentes podem ser necessários o uso de antibioticoterapia de pulso, tratamento no qual o animal passa a receber antimicrobianos por alguns dias durante o mês.
Recentemente foi desenvolvida uma vacina que pode auxiliar na manutenção da imunidade frente a principal bactéria causadora de infecções de pele (Staphylococcus).
Em casos de piodermites, o tratamento com uso de antissépticos em xampus nos banhos semanais ou de acordo com a prescrição veterinária podem ajudar no tratamento e prevenção das crises.
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terça-feira, 14 de maio de 2013
"Por que pouco tempo após o banho meu cão já apresenta mau cheiro?"
Esta questão é frequente entre proprietários de cães. Muitas vezes os proprietários tentam encontrar soluções realizando a troca de produtos de higiene ou mesmo da estética ou petshop onde o animal passa por serviços de banho e tosa. Mas o que podemos considerar fator importante na "durabilidade do banho" é principalmente a saúde e condição da pele dos animais.
Animais que apresentam muito prurido normalmente ficam com a pelagem mais umedecida pela saliva no ato de coçar e lamber, predispondo ao crescimento de microorganismos na pele. Há também casos em que o animal já possui infecções por bactérias e fungos que levam a produção de susbstâncias mau cheirosas.
São casos comuns também as seborréias oleosas ou secas de origem congênita ou secundária à doenças como, por exemplo, a Sarna Demodécica. Nestas situações é necessário que se utilizem produtos adequados que consigam limpar, desengordurar, fazer o prevenção do crescimento de microorganismos e controlar as seborréias. Em casos de doenças de pele somente um médico veterinário poderá determinar qual produto seja medicamento ou shampoo é mais adequado para o tratamento.
Sempre que for observado mau cheiro nos animais a boca também deve ser avaliada. Problemas odontológicos sérios podem fazer com que o cão tenha halitose, e ao se lamber seus pelos podem ficar com odor desagradável também. Otites também são causa habitual de reclamações, pois as secreções dos ouvidos, quando inflamados, tem cheiro bastante forte e indesejável.
Antes de associar o mau cheiro do seu bicho à falta de higiene, verifique se ele não apresenta outras alterações. Se necessário procure sempre orientação veterinária.
Animais que apresentam muito prurido normalmente ficam com a pelagem mais umedecida pela saliva no ato de coçar e lamber, predispondo ao crescimento de microorganismos na pele. Há também casos em que o animal já possui infecções por bactérias e fungos que levam a produção de susbstâncias mau cheirosas.
São casos comuns também as seborréias oleosas ou secas de origem congênita ou secundária à doenças como, por exemplo, a Sarna Demodécica. Nestas situações é necessário que se utilizem produtos adequados que consigam limpar, desengordurar, fazer o prevenção do crescimento de microorganismos e controlar as seborréias. Em casos de doenças de pele somente um médico veterinário poderá determinar qual produto seja medicamento ou shampoo é mais adequado para o tratamento.
Sempre que for observado mau cheiro nos animais a boca também deve ser avaliada. Problemas odontológicos sérios podem fazer com que o cão tenha halitose, e ao se lamber seus pelos podem ficar com odor desagradável também. Otites também são causa habitual de reclamações, pois as secreções dos ouvidos, quando inflamados, tem cheiro bastante forte e indesejável.
Antes de associar o mau cheiro do seu bicho à falta de higiene, verifique se ele não apresenta outras alterações. Se necessário procure sempre orientação veterinária.
terça-feira, 12 de março de 2013
Seborréia em Cães e Gatos
As seborréias são doenças que podem ter causas genéticas, as chamadas seborréias primárias, ou secundárias, em casos de estarem sendo associadas a outras doenças nutricionais, metabólicas ou endócrinas. O animal que é portador destas alterações tem uma disfunção na renovação das células da camada superficial da pele, o que faz com que libere maior quantidade de descamações de células do que um animal normal.
O ciclo de renovação da pele dos animais normais é de 21 dias em média. Porém animais que são seborréicos tem seu ciclo reduzido em mais da metade deste tempo. Assim são comuns as "caspas" formadas por restos de células mortas e a constante troca de pelos em cães e gatos com essa alteração. Este crescimento excessivo de microorganismos faz com que os pacientes seborréicos tenham normalmente odores desagradáveis no seu corpo e também nos ouvidos.
O acúmulo de descamações na pele pode servir de meio de crescimento para bactérias e fungos, por isso é comum encontrar animais com seborréia tendo também micoses e infecções bacterianas cutâneas. O tratamento das seborréias depende da forma que está se apresentando.
Quando a descamação vem seguida de ressecamento da pele podemos classificar a seborréia como seca. Quando a descamação é acompanhada de aumento de produção de oleosidade a seborréia é chamada de oleosa. Em alguns casos o animal pode ter um quadro misto, em algumas áreas tendo a pele oleosa e em outras não.
Medicamentos que "desaceleram" a renovação das células e desengordurantes podem ser utilizados a fim de se melhorar a apresentação da doença. Quando a pele é sensível e tende a ressecamento, fatores de hidratação podem ser necessários para que se evite a perda excessiva da gordura, que também tem efeito protetor e faz parte da barreira natural cutânea contra a desidratação e microorganismos.
Animais que possuem a seborréia primária passam a apresentar sintomas já na fase jovem adulta. Em casos de surgimento tardio (animais já adultos à idosos) normalmente a seborréia pode ter um caráter secundário à doenças endócrinas, deficiências nutricionais, ou mal funcionamento de algum orgão. Produtos de embelezamento da pelagem inadequados podem também levar a problemas na pele e pelagem. A água muito quente nos banhos também pode provocar a formação das "caspas".
Com o tratamento adequado a maioria dos pacientes caninos e felinos podem ter uma boa melhora na condição da pele seborreica. Procure um médico veterinário de sua confiança.
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O ciclo de renovação da pele dos animais normais é de 21 dias em média. Porém animais que são seborréicos tem seu ciclo reduzido em mais da metade deste tempo. Assim são comuns as "caspas" formadas por restos de células mortas e a constante troca de pelos em cães e gatos com essa alteração. Este crescimento excessivo de microorganismos faz com que os pacientes seborréicos tenham normalmente odores desagradáveis no seu corpo e também nos ouvidos.
O acúmulo de descamações na pele pode servir de meio de crescimento para bactérias e fungos, por isso é comum encontrar animais com seborréia tendo também micoses e infecções bacterianas cutâneas. O tratamento das seborréias depende da forma que está se apresentando.
Quando a descamação vem seguida de ressecamento da pele podemos classificar a seborréia como seca. Quando a descamação é acompanhada de aumento de produção de oleosidade a seborréia é chamada de oleosa. Em alguns casos o animal pode ter um quadro misto, em algumas áreas tendo a pele oleosa e em outras não.
Medicamentos que "desaceleram" a renovação das células e desengordurantes podem ser utilizados a fim de se melhorar a apresentação da doença. Quando a pele é sensível e tende a ressecamento, fatores de hidratação podem ser necessários para que se evite a perda excessiva da gordura, que também tem efeito protetor e faz parte da barreira natural cutânea contra a desidratação e microorganismos.
Animais que possuem a seborréia primária passam a apresentar sintomas já na fase jovem adulta. Em casos de surgimento tardio (animais já adultos à idosos) normalmente a seborréia pode ter um caráter secundário à doenças endócrinas, deficiências nutricionais, ou mal funcionamento de algum orgão. Produtos de embelezamento da pelagem inadequados podem também levar a problemas na pele e pelagem. A água muito quente nos banhos também pode provocar a formação das "caspas".
Com o tratamento adequado a maioria dos pacientes caninos e felinos podem ter uma boa melhora na condição da pele seborreica. Procure um médico veterinário de sua confiança.
| Paciente canino com quadro de seborréia seca ( falhas de pelos, descamações) |
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terça-feira, 10 de julho de 2012
Tosas de Inverno
Na Pet da Plínio os clientes têm a opção das tosas de inverno, realizadas à máquina ou na tesoura por profissional especializada.
As tosas altas facilitam o cuidado das pelagens no inverno, permitindo que os bichos possam usar roupinhas sem provocar tantos nós e também facilitando a manutenção da higiene.
Uma opção para as épocas de frio é a tosa à maquina usando lâmina alta, que serve para pêlos lisos ou crespos, sendo muito requisitada nas raças Shih Tzu, Lhasa Apso, Yorkshire e Poodle. A pelagem fica com aspecto de pelúcia e os cãezinhos com cara de ursinho! Um charme!
Agende um horário pelo nosso telefone: 51 3328 0111
As tosas altas facilitam o cuidado das pelagens no inverno, permitindo que os bichos possam usar roupinhas sem provocar tantos nós e também facilitando a manutenção da higiene.
Uma opção para as épocas de frio é a tosa à maquina usando lâmina alta, que serve para pêlos lisos ou crespos, sendo muito requisitada nas raças Shih Tzu, Lhasa Apso, Yorkshire e Poodle. A pelagem fica com aspecto de pelúcia e os cãezinhos com cara de ursinho! Um charme!
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