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Aqui você vai encontrar informações sobre saúde e bem estar do seu melhor amigo. Toda Semana novas dicas e notícias sobre cães e gatos postados pela veterinária da Pet da Plínio Dra Paula Becker.
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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Cultivo de fungos e bactérias: para que servem estes exames?

Os animais e humanos apresentam um amplo número de microrganismos que habitam seu organismo, em um relação sapróbia (sem provocar danos à saúde). Essas bactérias e fungos podem ser encontradas na pele integra sem estar provocando doenças.

Bactérias como Staphylococcus (alguns gêneros) , Micrococcus sp, Bacillus spp, Escherichia coli, Proteus ,  e fungos como Aspergillus, Penicillium, Malassezia, Mucor, Rhizopus, entre outros,  podem ser encontradas em cultivos de amostras de pele e pelos sem necessariamente estarem causando lesões nos animais. A importância destes microrganismos acontece quando há um desequilíbrio na função da pele como uma barreira e esses passam a infectar os animais ou ainda  causar reações alérgicas.

Pacientes que foram tratados mais de uma vez contra um tipo de infecção e não estão respondendo mais ao uso de um tipo específico de medicamento devem sempre ser testados com os exames de cultivo. Essa conduta faz parte da rotina do atendimento especializado na Dermatologia Veterinária.

O exame de cultivo de bactérias ou fungos é de grande importância para definição de tratamentos quando há uma alteração dermatológica  nos cães e gatos. Os materiais coletados são crostas, secreções, pelos e raspados da pele que devem ser enviados em poucas horas após sua coleta para análise laboratorial. Os cultivos de bactérias demoram no mínimo 3 dias para que se possam identificar que microrganismo está presente nas amostras, e o cultivo fúngico pode levar até 21 dias para que se conclua se houve crescimento e que tipo de fungo foi identificado.

São exames primordiais em casos de pacientes que estão passando por problemas crônicos como infecções de pele e ouvidos. O antibiograma é essencial para definir no cultivo a quais antibióticos esse microrganismo é suscetível.  Com o exame concluído o veterinário pode definir que antibiótico pode ser  o mais adequado para o tratamento. Em alguns casos há o crescimento de microrganismos não relevantes para o caso clínico do paciente, assim uma interpretação profissional do resultado do exame é essencial. Na rotina da clínica dermatológica muitas vezes os tutores costumam se preocupar com resultados principalmente de cultivos fúngicos que na maioria das vezes apresentaram espécies sapróbias (ou sejam que são presentes na superfície corporal do animal sem causar lesões ou doenças)


Consulte sempre um médico veterinário.


segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Alergias e o uso de Corticoides

Animais alérgicos podem receber várias classes de medicamentos para o controle da coceira e lesões.

Quando a alergia é sabidamente desencadeada por microrganismos como leveduras e bactérias, muitas vezes o uso de antibióticos orais e produtos tópicos como  xampus antissépticos reduzem muito a coceira.

Em casos em que as causas de prurido (coceira) são mais variadas (inalação ou contato com mofos, ácaros do ambiente ou mesmo ressecamento excessivo da pele, entre outras) muitas vezes se torna necessário o uso de medicações tópicas a base de corticoides e oral , sejam, o uso de anti-histamínicos ou corticoides.

Os corticoides são medicamentos que se assemelham ao efeito do hormônio cortisol no organismo. Seu efeito é imunosupressor, reduz a migração de células inflamatórias aos pontos onde está acontecendo a reação alérgica, reduzindo a inflamação e a coceira. Porém por ter efeitos similares no organismo ao do hormônio cortisol pode predispor ao acúmulo de líquidos, aumento da glicemia, atrofia da pele (deixando a pele mais seca, fina e com menos pelos) e até mesmo quando utilizado sem critérios e acompanhamento veterinário levar a doenças endócrinas graves como o hiperadrenocorticismo e diabetes, além de predispor o animal a infecções.

Se o animal alérgico apresenta um prurido muito intenso o uso da corticoterapia pode ser necessário, porém o médico veterinário é o único que poderá determinar qual será a conduta, doses e tempo de tratamento. Exames periódicos são indispensáveis ao animal que recebe a prescrição por períodos prolongados para que se avalie a saúde geral e que se possa identificar se a medicação não está provocando danos ao metabolismo do paciente.

Jamais administre corticoides sem prescrição, pois sem o acompanhamento veterinário mesmo que por uso tópico como o uso de cremes, sprays e até mesmo colírios pode acontecer absorção percutânea e os efeitos da medicação serem os mesmos quando recebida por via oral.

Vale lembrar que já existem opções  de medicações que vão além do uso de corticoterapia principalmente para cães com dermatite atópica, melhorando muito a qualidade de vida dos animais.

Consulte sempre um médico veterinário




quinta-feira, 11 de junho de 2015

Como eliminar as pulgas?

Para que possamos começar a pensar sobre como podemos acabar com as infestações por pulgas é necessário que se compreenda que apenas 5 % das pulgas que estão presentes em um ambiente poderão estar presentes nos animais. O que quer dizer que para cada 5 pulgas que você encontra no seu cão ou gato existem mais 95 no ambiente.

O ciclo de vida das pulgas se resume em 4 fases: ovo, larva, pupa e adultos. A pulga adulta se reproduz e dispersa seus ovos no ambiente. Destes ovos saem as formas larvais da pulga, que irão se alimentar da poeira presente no local. Em seguida essas larvas passam  por uma transformação se tornando Pupas (espécie de casulo) que após alguns dias se romperá e dará origem a uma pulga adulta.

Sempre que se desejar eliminar as pulgas do ambiente devem se exterminar todas as fases de desenvolvimento. Usar um produto no animal irá eliminar apenas as pulgas adultas. Para que se rompa o ciclo da infestação o ambiente deve ser tratado semanalmente. As formas de ovo e pupa são mais dificilmente exterminadas. O uso de inseticidas nos ambientes ou uso de vassoura de fogo (uso de chamas com um maçarico) será de grande validade para o extermínio  destes estágios de desenvolvimento. O controle das infestações pode levar alguns meses se o número de pulgas for muito grande.

Atualmente para controle das pulgas nos animais pode se utilizar coleiras, produtos tópicos e os modernos comprimidos anti-parasitários (que agem de dentro do organismo para fora e não são eliminados pelos banhos)

Vale sempre destacar que o parasitismo por pulgas é a principal causa de coceira e alergia em cães e gatos.

Informe-se com um médico veterinário e tire as suas dúvidas.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Curiosidades sobre a pele dos cães - Dúvidas Frequentes na Dermatologia

Você sabia que:

1. A pele tem como sua principal função proteger o organismo contra os fatores presentes no ambiente (bactérias, fungos, parasitas,  radiação solar, entre outros) e ser o maior orgão sensorial sendo totalmente inervada.

2. O ciclo de renovação médio da pele é de 21-23 dias. Animais que apresentam seborréia descamam mais células devido a terem este ciclo de renovação diminuído - células se renovam mais rapidamente.

3. Animais com pelagem densa tem sua temperatura de conforto próxima aos 14 graus (Celsius) de temperatura, enquanto animais de pelagem curta ou tosados tem sua temperatura de conforto aos 25 graus.

4. A produção da melanina - pigmento que escurece a pele - ocorre nos animais mediante estimulo da luz solar e também por outras formas de agressão a pele, como no caso de inflamações de pele  crônicas. Assim muitos cães com doenças de pele de longa duração passam a apresentar escurecimento cutâneo e aumento da espessura  (chamado de liquenificação)

5. Animais de grande porte podem apresentar calos em regiões onde se apoiam (cotovelos e calcanhares, laterais do quadril) devido a formação de aumento da espessura da pele nestes locais ( o que é uma forma do organismo em proteger estas regiões do atrito com as superfícies)

6. O prurido (coceira)  é um tipo de dor que pode estar ligado a presença de parasitos (pulgas, carrapatos, sarnas), alergias (a alimentos, a agentes como ácaros, pólen, e fungos do ambiente), inflamações (devido a infecções por bactérias, fungos, e contatos com substâncias irritantes), e fatores neurogênicos ( como doenças de fundo psicológico, nervoso), ou mesmo em casos de alguns tipos de câncer (como os mastocitomas e linfomas epiteliotrópicos)

7. A perda excessiva de pelos pode estar relacionada a características genéticas, deficiências alimentares, doenças infecto-contagiosas, alterações endócrinas, estresse, entre muitas outras causas.

8.  A superfície normal da pele contém secreções como as gorduras produzidas, restos de células descamativas, bactérias, leveduras, polén, poeira. Essas substâncias tendem a se acumular na pele. Por isso os banhos ao removerem essas sujidades reduzem os riscos da ocorrência de doenças nos cães. A escovação frequente dos pelos também evita esse acúmulo de substâncias.

9. A pele dos cães tem pH próximo ao neutro (7-7,4), enquanto a pele humana tem pH mais ácido, em geral pH em torno de 5. Por isso não devemos utilizar produtos humanos em cães devido aos riscos de ocorrência de irritações.

10. Parasitos como as pulgas e carrapato colocam ovos que se desenvolvem no ambiente. Carrapatos não possuem a capacidade de penetrarem a pele dos cães. Apenas se fixam para alimentarem-se de sangue. As pulgas costumam alternar períodos de alimentação de sangue no corpo dos cães com períodos em que ficam no ambiente. Apenas 5 % das pulgas presentes em um ambiente serão encontradas no animal, ou seja, para cada 5 pulgas visualizadas em um cão existem outras 95 no ambiente onde este animal vive. A única maneira de eliminar os parasitos é administrar produtos nos animais e também no ambiente.

Se você tem dúvidas sobre a saúde da pele do seu cão consulte um médico veterinário!



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Shampoo para Cães e Gatos - como escolher

Existem disponíveis no mercado inúmeras marcas e fórmulas de shampoo para animais. Podemos dividi-los em fórmulas de uso frequente e de uso terapêutico.

Animais  normais podem receber banhos de acordo com a sua necessidade ( de 1 vez na semana até banhos mensais) com o uso de shampoo de fórmulas de uso frequente - que contêm em sua composição uma base detergente (compostos que removem a sujidade e gordura) e em boas marcas podem ser acrescidos de produtos que tem efeito protetor do pelo,  como os silicones por exemplo, e até mesmo substâncias emolientes, hidratantes ou restauradoras, por exemplo aminoácidos, derivados de proteínas, uréia, extratos vegetais,  entre outros.

Peles ressecadas não podem receber produtos com poder desengordurante muito concentradas pois neste caso haverá uma remoção excessiva da gordura presente na pele e mais ressecamento levando a ocasionar coceira e descamação, além de remover a barreira natural contra bactérias e fungos. Já peles oleosas precisarão de substâncias desengordurantes mais ativas, para que quando se remova a gordura ocorra uma aproximação maior da condição normal da pele. Porém devido a grande gama de substâncias lipolíticas uma escolha inadequada pode remover demais ou de forma insuficiente o sebo, agravando as doenças de pele.

Uma vez que o animal apresenta alterações cutâneas e de pelagem apenas o médico veterinário pode indicar que shampoo trará maiores benefícios para a saúde da pele. Muitas vezes problemas são causados pela  escolha errada.


Confie em quem é capacitado na saúde animal. Consulte sempre um médico veterinário de sua confiança!

Infecções de Repetição na Pele

As piodermites são caracterizadas por lesões como pústulas ou crostas amareladas na pele. Em muitos casos ocorre a perda dos pelos e também coceira nestes locais. Quando os pacientes são avaliados por meio de exames como a citologia e cultivo laboratorial podem ser encontradas bactérias. O esperado, após a identificação da causa das lesões como infecção bacteriana, é que com o tratamento com antibióticos adequados ocorra o  desaparecimento das lesões e o retorno a condição normal da pele.

Alguns pacientes podem ter crises que ocorrem em sequencia, mesmo após tratamentos longos com xampús adequados e antimicrobianos. Nestes casos devem ser avaliados a condição de saúde geral do animal, pois algumas patologias podem estar reduzindo a imunidade e fazendo com que o cão esteja mais suscetível aos microorganismos que provocam doenças. São doenças que podem reduzir a imunidade as alterações hormonais, diabetes, doenças de fígado, virais, entre outras. Cães idosos também podem se tornar mais acometidos por infecções.

Quando descartadas as doenças sistêmicas podemos considerar causas ligadas a conformação e imunidade cutânea como as seborréias e a dermatite atópica, ambas doenças de origem genética, nas quais o desenvolvimento epidérmico ocorre de forma anormal. Nestes casos muitos pacientes precisam receber frequentemente antibióticos para evitar que suas peles sejam colonizadas por bactérias patogênicas. Alguns podem ter episódios esporádicos de piodermites (infecções) que podem ser tratados com ciclos de medicação oral ou injetável até que se obtenha a cura. Quando as infecções se tornam muito frequentes podem ser necessários  o uso de antibioticoterapia de pulso, tratamento no qual o animal passa a receber antimicrobianos por alguns dias durante o mês.

Recentemente foi desenvolvida uma vacina que pode auxiliar na manutenção da imunidade frente a principal bactéria causadora de infecções de pele (Staphylococcus).

Em casos de piodermites, o tratamento com uso de antissépticos em xampus nos banhos semanais ou de acordo com a prescrição veterinária podem ajudar no tratamento e prevenção das crises.

Consulte sempre um veterinário de sua confiança. Ele é o único profissional qualificado para tratar do seu amigo de quatro patas!